Geração de empregos-CE é 2º pior do País

18 de dezembro de 2016 20:55Comentários desativados em Geração de empregos-CE é 2º pior do País

Dados constam em relatório elaborado onde o ceará registra 2º pior resultado negativo do País em geração de empregos para estrangeiros no mercado

Com o agravamento da crise econômica, o Ceará registrou em 2015 o segundo do Brasil em geração de empregos e foi o que mais demitiu trabalhadores estrangeiros em relação ao total de contratações no período. Os dados são do ”Relatório Anual 2016 – a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro”, produzido pelo Observatório das Migrações Internacionais, em parceria com Conselho Nacional de Imigração (CNIg), do Ministério do Trabalho, e a Universidade de Brasília (Unb), divulgado nesta semana.

Com 827 demitidos no total, a diferença em relação aos contratados foi de 241, deixando o Ceará atrás apenas do Rio de Janeiro, com saldo negativo de 650. No ano passado, 13 estados apresentaram maior número de demissões do que o de admissões.

Além de Ceará  e Rio de Janeiro, completam ainda a lista apresentada no relatório Distrito Federal, Bahia, Amazonas, Rondônia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba, Sergipe, Tocantins e Piauí. Em números absolutos, que mais dispensou trabalhadores estrangeiros com emprego formal foi Santa Catarina com 9.742.

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Em seis anos, autorizações no CE dobram

O número de autorizações de trabalho concedidas a estrangeiros, no entanto, mais do que dobrou no Ceará em seis anos. O relatório mostra que de 654 em 2010, o número subiu para 1.878 em 2015, um crescimento de 187%.

Os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que, em 2015, o Ceará foi o estado do Nordeste com maior número de concessões e o 3º do país, ficando atrás somente de Rio de Janeiro (15.366) e São Paulo (13.477).

 

Dados socioeconômicos

No ano passado, a maior parte das autorizações foi concedida para pessoas de faixas etárias entre 20 a 35 anos, com 45,5% de representatividade.

Em sua maioria, os estrangeiros que obtiveram concessões de trabalho formam um perfil formalmente escolarizado. Somente 133 possuíam fundamental incompleto, enquanto 1.068 possuíam ensino médio completo, que representa a maior faixa no Ceará.

Considerando somente os grupos ocupacionais, 67,7% das autorizações concedidas (1.270) foram para técnicos de nível médio. Em segundo, ficou o grupo de membros superiores do poder público ou gerentes de organização com 237 concessões. Em menor número estão trabalhadores de serviços administrativos (9), reparação e manutenção (8), comerciantes (2) e agropecuários (1).

O país de nascimento mais frequente dos estrangeiros que receberam autorizações de trabalho no Ceará é majoritariamente a Coreia do Sul com 1.477 representantes, um aumento de 725 em relação a 2014. A maioria dos coreanos estão instalados entre as cidades de São Gonçalo e Caucaia, região da siderúrgica.

 

 

Geração de empregos e renda

Nos estados, as medianas salariais (valor que separa a metade maior e a metade menor de uma amostra) dos estrangeiros no momento da contratação, variam entre um mínimo de R$ 808,00 em Roraima, até um máximo de R$ 2.414,00 no Ceará.

A distância em termos de mediana salarial do Ceará em relação aos outros estados está relacionada justamente com a Companhia Siderúrgica do Pecém, que tem como principais acionistas a empresa brasileira Vale e as sul-coreanas Dongkuk e Posco.

De acordo com o Ministério do Trabalho, a joint venture que deu início a Companhia Siderúrgica do Pecém tem contratado executivos estrangeiros com altos salários e isto acaba acarretando no aumento da mediana salarial no Estado do Ceará.

Informações diário do nordeste

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